Templo de Luxor
O Templo de Luxor
Uma Obra-Prima da Arquitetura do Antigo Egito
O Templo de Luxor, localizado na margem oriental do rio Nilo, na cidade moderna de Luxor (antiga Tebas), é um dos monumentos mais icônicos do Egito Antigo. Construído principalmente durante o Novo Império, este majestoso templo foi dedicado à tríade tebana de deuses: Amon, Mut e Khonsu. Diferente de muitos outros templos egípcios, o Templo de Luxor não era dedicado a um único deus ou faraó, mas sim à renovação da realeza.
História e construção do Templo de Luxor
A construção do Templo de Luxor começou durante o reinado de Amenófis III (cerca de 1390–1352 a.C.), da 18ª dinastia. Ele construiu a sala hipostila, o pátio solar e o santuário interno. Posteriormente, Ramessés II (cerca de 1279–1213 a.C.), da 19ª dinastia, ampliou consideravelmente o complexo, acrescentando um grande pátio, um imenso pilone e várias estátuas colossais. Outros faraós, incluindo Tutancâmon, Horemheb e Alexandre, o Grande, também contribuíram para sua decoração e expansão.
Durante o período romano, o templo foi parcialmente transformado em um acampamento militar romano (castrum), e durante a era copta, algumas salas foram decoradas com pinturas cristãs.
Descrição arquitetônica do Templo de Luxor
O Templo de Luxor estende-se por cerca de 260 metros de comprimento e é orientado no sentido norte-sul. A entrada principal é dominada por um imenso pilone decorado com baixos-relevos que retratam as vitórias militares de Ramessés II, incluindo a batalha de Qadesh.
Em frente ao pilone, originalmente havia dois obeliscos; hoje, apenas um permanece em Luxor, enquanto o outro se encontra na Praça da Concórdia, em Paris. Duas estátuas colossais de Ramessés II, esculpidas em granito, ainda guardam a entrada do templo.
O Pátio de Ramessés II
Após atravessar o pilone, chega-se ao pátio de Ramessés II, rodeado por duplas fileiras de colunas com capitéis em forma de papiro. Estátuas do faraó em pé e sentado decoram a área, simbolizando sua natureza divina e real. Este pátio era usado para procissões religiosas, especialmente durante o festival anual de Opet, quando a barca sagrada de Amon era levada em procissão do Templo de Karnak até o Templo de Luxor.
A Colunata Processional
Além do pátio encontra-se a colunata de Amenófis III, um majestoso corredor composto por 14 colunas com capitéis de papiro, dispostas em duas fileiras. As paredes estão decoradas com cenas que representam a procissão do Festival de Opet, simbolizando a regeneração do faraó e sua união espiritual com o deus Amon.
O Pátio Solar de Amenófis III e as Salas Internas
O pátio solar de Amenófis III segue a colunata e conduz às salas hipostilas e ao santuário. Essa parte do templo é ricamente decorada com relevos que mostram o faraó fazendo oferendas aos deuses.
O santuário interno, que abrigava a barca sagrada de Amon, foi restaurado diversas vezes, inclusive por Alexandre, o Grande, cujo nome aparece inscrito na capela do santuário.
O Festival de Opet
Um dos eventos mais importantes associados ao Templo de Luxor era o Festival de Opet, celebrado anualmente durante a estação de Akhet (época da cheia do Nilo). Durante esse festival, as estátuas de Amon, Mut e Khonsu eram transportadas em procissão do Templo de Karnak até o Templo de Luxor, ao longo da famosa Avenida das Esfinges.
Essa cerimônia representava a renovação do poder divino do faraó e a união entre o deus Amon e sua consorte Mut.
A Avenida das Esfinges
A Avenida das Esfinges, com aproximadamente 3 quilômetros de extensão, conectava os templos de Karnak e Luxor. Ambos os lados eram ladeados por esfinges com cabeças humanas ou de carneiro. Essa antiga via processional foi recentemente restaurada e reaberta ao público em 2021, permitindo aos visitantes reviver o trajeto das antigas cerimônias religiosas.
Transformações ao longo dos séculos
Com o passar dos séculos, o Templo de Luxor passou por diversas transformações. Durante o domínio romano, parte dele foi incorporada a um acampamento militar. Mais tarde, no período cristão, algumas áreas foram convertidas em igrejas, cujas pinturas ainda são visíveis.
No século XIV, a mesquita de Abu el-Haggag foi construída dentro do templo, e continua em funcionamento até hoje, tornando o Templo de Luxor um local de culto contínuo por mais de 3.000 anos.
Fatos fascinantes sobre o Templo de Luxor
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O Templo de Luxor está alinhado com o Templo de Karnak, e ambos eram conectados pela Avenida das Esfinges.
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O obelisco gêmeo do templo encontra-se atualmente em Paris, na Praça da Concórdia.
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O templo é especialmente deslumbrante à noite, quando é iluminado e os relevos ganham destaque sob a luz dourada.
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Escavações e restaurações continuam sendo realizadas para preservar suas inscrições e esculturas antigas.
O Templo de Luxor nos dias de hoje
Atualmente, o Templo de Luxor é uma das atrações turísticas mais visitadas do Egito. Os visitantes podem admirar suas colunas gigantes, seus relevos detalhados e a harmonia arquitetônica que simboliza a grandiosidade do Novo Império egípcio.
Sua proximidade com o rio Nilo e o Museu de Luxor torna o local ainda mais impressionante.
Uma visita noturna é altamente recomendada, pois a iluminação revela a beleza do templo de forma única e cria uma atmosfera mística.
Significado religioso e simbólico
O Templo de Luxor não servia apenas como um local de culto aos deuses, mas também como um símbolo de legitimidade real. Os faraós participavam de rituais de renovação divina, reafirmando seu papel como representantes vivos de Amon na Terra.
Assim, o templo simbolizava o ciclo eterno de renascimento e continuidade da realeza, um conceito central na religião do Antigo Egito.
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